Crise x Segurança do trabalho em 2021

Paulo Clebio

9 de fevereiro de 2021

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Treinamento barato… pode ficar caro!

O cenário econômico do país, a partir de 2020, diante da pandemia, tem sido cruel para todos os brasileiros. Empresas, de todos os setores da economia, estão lutando dia a dia para manter seus compromissos financeiros com os credores; algumas empresas, no intuito de manterem-se vivas, tem reduzidos custos em várias etapas do processo e muitas demissões; e outras até encerrando suas atividades, infelizmente.

Daí, para manter-se no mercado, a redução de custo é a palavra chave. Esse fato é preocupante quando se trata da segurança no trabalho. Estamos falando de vida.
Por obrigatoriedade da NORMA REGULAMENTADORAS, muitas empresas para não serem multadas, tem, literalmente, comprado papeis. São PPRAs sem uma análise profunda do ambiente, PCMSO e tantos os outros documentos sem uma visita se quer. E qual é o preço? Algo “baratinho”, copiado de algum lugar. Afora os cursos que são obrigatórios em algumas atividades, me refiro aos treinamentos das NRs. Quero me ater a esse último, o treinamento.

Das 3 normas regulamentadoras em vigor, 12 fazem referência a capacitação do profissional, com ênfase na segurança do trabalho da tarefa executada. São obrigatórias. As NRs não tem a pretensão do ensino profissionalizante. O que se propõe, é execução da tarefa de forma a segura. Daí, entender que, por exemplo, um técnico em elétrica, não pode exercer sua atividade profissional, sem conhecer o modus operandis e segura desse serviço a partir do treinamento NR10 básico, NR10 SEP (alta tensão) e NR35 (caso atue em trabalho de altura acima de 2 metros com risco de queda). Essas e as demais normas com ênfase em treinamento precisam ser cumpridas pela empresa e pelo profissional autônomo. Claro, isso tem validade e custo.
Quanto ao custo, sim, deve buscar sempre o melhor, isto é o melhor custo benéfico, desde que cumpra o que as normas exigem. As empresas estão adquirindo treinamentos de Escolas ou centro de treinamento sem nenhuma estrutura para prática. Apenas, palavras e vídeos. Outros, chegam a comprar certificados. Para justificar, essas escolas fazem uma palestra básica e diz que é treinamento. Qual é real preço disso? Incidentes, acidentes, afastamentos, invalidez e até morte.

Por deixar de fazer um curso dentro das exigências da norma, (informações e algumas horas de práticas no treinamento que deixaram de ser feitas), muitas empresas pagaram indenizações altíssimas ao trabalhador, diante dos acidentes.

Os empregados, os advogados trabalhistas, os juízes estão muito conscientes das normas. E os empresários? Esses estão contratando empresas e profissionais para “fazer que treinam sua equipe” e emitirem certificados. Cuidado Sr. Empresário, não pague indenizações. Treine corretamente.
Só duas dicas:

1 – Se precisa fazer treinamento, faça certo. O colaborador executará o que de fato aprendeu na teoria e na prática dos cursos. O certo trás eficiência e errado acidente, invalides, morte e indenizações. Ainda bem que alguns setores industriais não aceitam ser enganados. PETROLEO E PORTO DO AÇU PARABENS e algumas outras empresas de setores diversos.

2 – Os HSE (ou SESMT) confiram a origem dos certificados, confiram as proficiências…confiram e exijam a prática em ambiente específico, isto é, espaço confinado, altura (com ancoramento) etc. Lembrem-se, vocês são coo responsáveis.
Empresários e gestores conheçam as normas! Vejam como os treinamentos das NRs podem aumentar a eficiência de sua empresa. Cuidado, o barato pode sair muito caro.

Paulo Clebio

Professor | Palestrante | Coach Executivo & Mentoring | SÓCIO DIRETOR NORTHRIO

*NORTHRIO – Centro de Treinamentos Industriais com 800M2; Instrutores Bilíngue com larga experiência de mercado em treinamentos industriais. Certificado bilíngue. Capacitação e acompanhamento de CIPA; Equipe de engenheiros para elaboração de laudos, LTCAT, PPRA, PCMSO. Parceria com a UNICLINICA ASOS e Exames laboratoriais.

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